quarta-feira, março 28, 2007

Iluminação: projectores

PROJECTORES CONVENCIONAIS

PC



A origem do nome deste projector vem da sua lente tipo plano convexo. Essa lente permite criar focos redondos, ou sobrepostos, originando a luz geral (se montados virados para o palco), ou a contra luz (se montados no fundo do palco, virados para frente). Este projector, assim como o Fresnel, possui um carrinho, onde fica localizada a lâmpada, que desliza para frente ou para trás, permitindo assim que o foco aumente e diminua de tamanho.

Fresnel



Nome relacionado com o seu criador, Augustin Fresnel, que desenvolveu este tipo de lente para aperfeiçoar os faróis de navegação. A luz emitida por estes projectores não permite focos tão definidos como o PC mas sim uma luz difusa e esfumaçada. As sombras não são tão duras (dramáticas), e são usados também em cinema e televisão. Podemos encontrar nas potências de 500 watts e 1000 watts (mais comuns), mas também de 2000 e 5000 watts.

Recorte



Esse projector tem duas lentes e bastantes recursos. Com essas duas lentes, ele consegue uma definição melhor do foco (o bordo do foco chega a ficar azul o que quer dizer que está com uma boa afinação, ou seja, que o projector está “de saúde”) e também podemos desfocá-lo até ficar próximo do efeito conseguido com um Fresnel. Possui quatro facas de corte, acessório utilizado para recortar o foco. Podemos deixá-lo quadrado, rectangular, triangular, enfim, de acordo com a imaginação e a necessidade.

Codas ou iodines



Normalmente usados para iluminar grandes áreas como jardins ou campos de futebol, estes projectores também têm um papel importante no teatro, pois servem para fazer luzes de ciclorama, ou seja criar ambientes de cores diferentes durante o espectáculo e consoante a dramaturgia e a encenação da peça. Mesmo sabendo que há muitos técnicos que afirmam que estes projectores não têm muita utilidade, o importante é saber-se que todos os projectores têm o seu valor, e que isso só depende da capacidade de cada técnico de alcançar o melhor rendimento em cada caso. Este tipo de projectores, em teatro, é mais utilizado para luz de ciclorama.

Par



Há quem pense que este projector se designa Par porque são ligados dois em dois, mas não é bem assim. Par significa Parabolic Aluminised Reflector , ou seja atrás de toda a lâmpada Par existe um espelho parabólico como num farol de fusca. Há vários tipos de Par: Par 16, 36, 56 e 64. O Par 64 é o mais usado em teatro e também muito usado em espectáculos musicais. Geralmente estão equipados com lâmpadas de 1000 watts, e de 220 volts (embora ainda seja freqüente encontrar com 110 volts). Conforme a lente que fica acoplada junto à lâmpada e ao espelho, o foco pode ser maior ou menor. Para fazer este foco maior ou menor há vários tipos de lâmpada, como por exemplo (cp60 fechado, cp 61 aberto, cp 62 aberto e cp 64 muito aberto).

Folowspot ou seguidor



Este projector tem basicamente as mesmas características de um Recorte, mas tem uma particularidade: o Folowspot encontra-se em cima de um tripé próprio que fica em qualquer lugar do teatro e serve para seguir as movimentações de um actor em cena (ou objecto). Estes projectores têm ainda 5 cores disponíveis, que o operador pode mudar de acordo como as indicações que tiver do encenador ou do desenhador da luz do espectáculo.

PROJECTORES “ROBOTIZADOS”

Até agora falou-se de projectores convencionais, assim chamados porque são projectores que têm uma certa limitação em termos de movimento, dado não se mexerem sozinhos, como acontece com um robot. Estes projectores convencionais descritos, podem deixar de o ser graças à enorme evolução tecnológica dos últimos anos, que permitiu que a robótica chegasse ao ramo da iluminação de espectáculos.

Todos sabemos que o homem tem uma capacidade muito grande de criar e de evoluir. Na iluminação a mesma coisa acontece. Ainda hoje em muitos teatros o técnico é obrigado a subir escadas metálicas ou andaimes para afinar luzes e a robótica é um primeiro e fundamental passo para facilitar o trabalho dos técnicos de iluminação. Muito usada em música, já existem vários teatros e salas de espectáculos equipados com projectores robotizados, sabendo-se que vai demorar ainda algum tempo para que todos os teatros possam usufruir deste material, porque é extremamente caro.

Os projectores robot’s são PC, Fresnell, Recortes ou Pares, iguais aos já descritos, com a diferença que têm uma lira robotizada que poder ser adaptada. Para se ter um destes projectores, não é necessário adquirir todo o conjunto. Já tendo um projector convencional, basta adquirir uma destas liras e adaptá-la ao nosso projector.



Exemplo: Um projector Recorte com lira robotizada

A lira é a peça que está a segurar o projector e pode rodar para esquerda ou para a direita, subir ou descer, regular a abertura da focagem, isso tudo com o técnico sentado na cadeira de um teatro, e com um dispositivo para os afinar à distância.

Estes projectores chamam-se numa linguagem comum de robo’s precisamente porque fazem tudo o que for necessário em termos de afinação: posição, focagem, mudança de cor, etc. Um mundo novo abre-se para o ramo da iluminação com estes materiais, porque permitem um trabalho não só muito mais cómodo, como mais eficiente, dado que o tempo que demora afinar um espectáculo com este tipo de projector é incomparavelmente menor.

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1 Comments:

Blogger Daniel marcos Gomes said...

Muito obrigado pelas dicas ,estarei indo fazer a prova para tirar o DRT ,Valeu muito ler seus artigos se posso defini-los desta forma .

4:58 da tarde  

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